Que mistérios tens, Daniela?
Quais esfinges tu escondes?
Tu vieste de lá do oriente,
lá de depois do horizonte.
Quais segredos em ti encerram?
Quais lágrimas infundadas?
Se vieste junto com o Sol,
tuas dores são canceladas.
Ventos do norte te atraem,
não como o frescor do leste.
Pode ser lá lindo o Sol,
não mais do que o que fizeste.
Ergues de papel muralha
pra te guardar do real,
mas o mundo a desmantela
com contempto sem igual.
Teço a ti, então, uma rede
pra do mal te proteger
mas se há ainda dor por dentro
não há o que possa fazer.
E à noite se encolhe em pranto,
avista triste o luar.
Porém, por favor, te lembres
que há um Sol a te amparar.
[Poema escrito por um amigo e tanto. Segue-se o link de seu blog. http://eucariota.blogspot.com/ ]
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