Por que as pessoas são mais hipócritas nessa época do ano?
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Confuso.
Oh, dúvida cruel! por que invades e tomas teu tão facilmente meu ser? por que o preenches com tanta familiaridade, transformando toda a minha existência em um mar todo e único teu? por que te alias ao medo, aliado que tanto temo e de quem tanto fujo, para me atormentar? será que tenho sido tão infame a ponto de merecer-te, senhora? rogo-lhe para que me deixes em paz. digo, não, não me deixes... rogo-lhe para que tua passagem em mim seja efêmera mas, mesmo efêmera, duradoura.
Postado por Dani às 04:57 0 comentários
Marcadores: aliado, atormentar, duradoura, dúvida, efêmero, existência, familiaridade, mar, medo, passagem, ser
Amor.
Assim como o grito tem eco, a flor o aroma e a dor o gemido, tem o amor o suspiro; ah! o amor é demoninho que não pede licença para entrar no coração da gente e, hóspede quase sempre importuno, por pior trato que se lhe dê, não desconfia, não se despede, vai-se coando e deixando ficar, sem vergonha nenhuma, faz-se dono da casa alheia, toma conta de todas as ações, leva o seu domínio muito cedo aos olhos, e às vezes dá tais saltos no coração, que chega a ir encarapitar-se no juízo; então, adeus minhas encomendas!...
[Trecho retirado do livro A Moreninha - Joaquim Manuel de Macedo]
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