Oh, dúvida cruel! por que invades e tomas teu tão facilmente meu ser? por que o preenches com tanta familiaridade, transformando toda a minha existência em um mar todo e único teu? por que te alias ao medo, aliado que tanto temo e de quem tanto fujo, para me atormentar? será que tenho sido tão infame a ponto de merecer-te, senhora? rogo-lhe para que me deixes em paz. digo, não, não me deixes... rogo-lhe para que tua passagem em mim seja efêmera mas, mesmo efêmera, duradoura.
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